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HISTÓRIA

O território da atual freguesia de Santa Luzia começou a ser habitado durante a década de 1450, parte da povoação de São Salvador de Angra, fundada, logo nos primeiros tempos do povoamento da costa sul da ilha Terceira, por um grupo de colonos capitaneado por Álvaro Martins Homem, que ocupou, a partir de 1450, uma faixa de terrenos em torno da ribeira de caudal permanente que desaguava na baía a leste do istmo do Monte Brasil. O nome do povoado derivou da ermida que os povoadores entretanto levantaram sob a invocação de São Salvador do Mundo, uma das invocações de Cristo mais ricas em simbologia geográfica, ligada à orbe, como que afirmando a esfericidade da Terra, mesmo quando essa realidade era considerada incompatível com a ortodoxia católica.

À medida que os terrenos mais altos sobranceiros ao povoado de São Salvador foram sendo desbravados, foram abertos acessos ao interior da ilha e ligações aos povoados que entretanto se iam formando nas imediações. É neste contexto que se estrutura aquilo que hoje é Santa Luzia: a parte mais antiga nasce ao longo do caminho que ligava o centro do povoado ao interior da ilha, a atual Miragaia , com bifurcação, primeiro para o Chafariz Velho e para o caminho que por ali ligava às nascentes do Posto Santo e ao oeste da ilha (pelas Figueiras Pretas), e depois às terras altas do Farrouco e matos do interior da ilha pelo Caminho Fundo, Canada do Breado e Ladeira da Pateira.

Outras áreas habitadas foram surgindo a oeste desse caminho, em particular nas terras pertença dos descendentes de Álvaro Vaz Merens e de sua mulher, Isabel Velho, irmã de frei Gonçalo Velho, comendador de Almourol e povoador da ilha de Santa Maria, que terá estado em Angra a deixar sua irmã e cunhado. Este casal, que a partir de 1450 se estabeleceu em Angra, recebeu valiosas dadas, em especial uma grande porção de terrenos situados entre o Porto de Pipas e a Grota do Vale, possuindo também os que compunham o alto sobre o povoado de Angra. Neste alto, João Vaz Merens, filho do primeiro senhor daqueles terrenos, casado com Catherina Lourenço Fagundes, construiu a sua casa e fundou uma ermida sob a invocação de Santa Luzia de Siracusa. A presença desta ermida originou o topónimo actual, passando o local a ser conhecido por alto de Santa Luzia.

 

Quase um século mais tarde, em 1551, Joana Fernandes, viúva de Francisco de Melo, doou terreno naquele lugar para erigir uma nova ermida em substituição da primitiva.9 Este novo templo, de maiores dimensões e já com um carácter público, passou a constituir uma referência na periferia noroeste da já então cidade de Angra, marcando, embora informalmente, o seu limite norte. As referências aos "portões" de Santa Luzia como limite norte da cidade (a par dos portões de São Pedro e de São Bento a oeste e leste, prospectivamente) resultam desta posição de limite e tiveram uma tradução física num portão em arco que existiu junto à igreja até ser demolido por volta de 1930.

Entretanto, abaixo da ermida, foram nascendo novos arruamentos, mas a zona manteve o seu carácter rural, como bem pode ser observado na carta de Jan Huygen van Linschoten, desenhada aquando da sua estadia em Angra em 1590 e 1591 e publicada em 1596, no qual a ermida de Santa Luzia aparece no meio dos campos, com apenas algumas habitações isoladas nas imediações. Contudo, na parte mais baixa, ao longo da Rua do Rego, já estava consolidada a malha urbana.

O crescimento da cidade de Angra, a sua afirmação como porto de escala e a criação em 1534 da Diocese de Angra com sede episcopal na igreja de São Salvador, levaram a que a paróquia inicial fosse sucessivamente fragmentada em novas paróquias, elevando a igrejas paroquiais as ermidas sufragâneas que entretanto tinha sido construídas e abertas ao culto público. No final desse processo, a cidade de Angra passou a ser constituída por cinco paróquias, as atuais cinco freguesias urbanas.

Entre essas cinco freguesias que formam a cidade de Angra, Santa Luzia foi a última a ser criada, porquanto já existiam a da Sé, a mais antiga, com o seu orago de São Salvador, indiscutivelmente remontando aos anos do povoamento, entre 1450 e 1460, a de Nossa Senhora da Conceição, criada em 1553, a de São Bento, que apesar de ser referida como de extramuros, isto é, de fora de portas da cidade, aparece em 1572, seguida, no mesmo ano, da vigararia de São Pedro.1

Com a conquista da Terceira pelas forças espanholas comandadas por D. Álvaro de Bazán y Guzmán, na sequência do desembarque da Baía das Mós e da queda e saque da cidade de Angra a 28 de Julho de 1583, foi instalada na cidade uma força de ocupação constituída por 2 000 soldados espanhóis. Este presídio castelhano, como era então referido, veio aumentar substancialmente a população residente na então paróquia da Sé, levando a que o bispo solicitasse a criação de uma nova paróquia por subdivisão daquela. Inicialmente essa subdivisão resultou na criação de um curato, provavelmente em 1585, ficando entregue ao cura padre Manuel de Araújo de Ávila. A data de 2 de Fevereiro de 1585, que aparece erradamente referida em diversos autores como sendo a de elevação a freguesia, corresponde eventualmente à da criação do curato.

A autonomização de Santa Luzia enquanto freguesia independente foi iniciativa do bispo D. Manuel de Gouveia, que para tal solicitou autorização do rei Filipe I de Portugal, alegando ser necessário desanexar da Sé, a cuja paróquia e freguesia pertencia a porção territorial que veio a constituir Santa Luzia, por esta paróquia estar superlotada habitacionalmente com os seus 1 200 fogos e as suas cinco mil e tantas almas de confissão, sem contar com o contingente dos 2 000 soldados do presídio castelhano, pois a soldadesca pernoitava aboletada em casas particulares e nos quartéis aos Quatro Cantos enquanto se construía o Castelo de São João Baptista do Monte Brasil. Estas circunstâncias forçosamente sobrecarregavam o serviço religioso da Sé no seu quotidiano, a que acrescia o grande tráfego marítimo que cruzava o porto da cidade e cuja assistência religiosa vinha sendo também assegurada na sua maior parte pelo serviço da catedral, principalmente durante a desobriga das tripulações em viagem.10 Na exposição que enviou ao rei, o bispo de Angra afirma existir grande número de povo e que são muitas as queixas dos enfermos por não lhe acudirem com a celeridade necessária e que os serviço de confissões, os sepultamentos e unções, casamentos e batismos esperavam pelos curas muitas horas. Lembrava ainda que a cidade de Angra era escala das contínuas navegações [...] cuja gente enquanto aqui está pela maior parte fica desobrigando na dita Sé.10

O rei foi sensível aos argumentos de D. Manuel de Gouveia e por alvará datado de 23 de Maio de 1595 deu o régio consentimento à criação da nova freguesia. Note-se que o rei emite este alvará na sua qualidade de mestre, governador e administrador perpétuo do Mestrado de Cavalaria e Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, ordem à qual competiam os poderes da jurisdição, da espiritualidade e temporalidade das ilhas dos Açores. Recebida a permissão real, por carta datada de 18 de Agosto de 1595, o bispo procede à erecção da nova paróquia, ficando assim concluso o processo de autonomização da actual freguesia de Santa Luzia.

A carta de criação da freguesia fixou-lhe limites alargados, semelhantes às restantes freguesias urbanas, incluindo uma parte citadina e uma faixa de terrenos que se estendia até à linha de cumeeiras das montanhas situadas a norte da cidade. Os limites originais, apenas alterados com a criação da freguesia do Posto Santo, eram:10

«desde a rua de paulus gomes d’ambas as bandas ate a casa de george de lemos de Betancor, e polla de baixo desdo chafaris em diante correndo polla rua do rego de ambas as bandas ate as casas do Almoxarife e dellas ate o castelo e delle ate a serra cortando com a ribejra e leuada dos moinhos com todos os moradores que há dentro dos ditos lemites».

Estes limites apenas seriam alterados em 1980, com a autonomização da parte rural da freguesia para formar a nova freguesia do Posto Santo.

A pequena igreja era insuficiente para o serviço paroquial, recebendo um sino da catedral por empréstimo autorizado pelo bispo D. Manuel de Gouveia. A igreja inicial foi substituída por uma nova em 1679, a fazer fé na inscrição que existia sobre a porta lateral do templo, mas manteve uma só nave, de dimensões reduzidas e uma relativa pobreza arquitectónica. Durante as obras, de Abril de 1679 a Junho de 1680, o serviço religioso esteve deslocado para a igreja do Convento de Nossa Senhora da Graça,9 localizado no Alto das Covas, no terreno onde actualmente se localiza a Escola Infante D. Henrique. Esta pequenez da igreja levou a que em 1922 fosse decidido realizar uma remodelação do templo,11 a qual só se iniciou em Maio de 1928, sendo a igreja remodelada benzida a 27 de Abril de 1930. Durante estas obras foi demolido o arco anexo à igreja que assinalava os antigos "portões" da cidade. A igreja de Santa Luzia, embora remodelada e ampliada, foi de pouca dura, pois foi destruída pelo sismo de 1 de Janeiro de 1980, tendo sido substituída por uma construção nova.

A expansão para norte da malha urbana foi travada pela existência de duas grandes propriedades, com os respectivos solares e reduto:  a noroeste o Solar da Madre de Deus, da família Bettencourt; e (2) a norte o solar dos Condes da Praia, descendentes directos de Álvaro Vaz Merens,12 o primeiro possuidor daqueles terrenos e pai do fundador da ermida original de Santa Luzia. Estas duas grandes propriedades mantiveram-se indivisas até aos anos iniciais do século XX, sendo os respectivos terrenos apenas urbanizados após o sismo de 1 de Janeiro de 1980, dando lugar ao Observatório Meteorológico José Agostinho e ao actual Bairro de Santa Luzia. Em consequência, na zona central da freguesia a malha urbana ficou restrita à parte mais baixa, excepto no que respeita a desenvolvimentos lineares ao longo das vias existentes, às quais se juntou, já no século XIX, a Canada Nova de Santa Luzia, construída ao longo do limite oeste da propriedade dos Bettencourt da Madre de Deus.

Sorte diferente tiveram os terrenos situados a norte do antigo Castelo dos Moinhos, nos quais se instalou o Bairro de São João de Deus, de características proletárias e ligado às pequenas indústrias de moagem e outras que se instalaram ao longo da levada que da Nasce Água descia pelo Pisão. Aquele Bairro teve como núcleo a Ermida de São João de Deus, cuja primeira pedra fora lançada a 23 de Abril de 1657,13 e que com o seu terreiro (um largo central) e o respectivo império do Espírito Santo, se constituiu como o primeiro bairro marcadamente operário da cidade de Angra, com as suas pequenas casas térreas em banda (com a típica configuração janela-porta-janela).

Outra estrutura marcante da freguesia, situada na Miragaia, é o Recolhimento de Jesus, Maria e José, mais conhecido por Mónicas, uma instituição de solidariedade social fundada em meados do século XVIII por voto pio de Mónica Maria Francisca de Andrade, viúva de João de Sousa Fagundes, que havia enriquecido no Brasil. A instituidora, que foi a primeira prioreza do recolhimento, doou a sua fortuna à instituição por escritura de 19 de Outubro de 1747 e nela se recolheu com outras mulheres, vindo nela a falecer a 22 de Janeiro de 1768. No entretanto a instituição sofreu grandes obras, vindo a albergar uma capela de grandes dimensões, a qual funcionou por diversas vezes como alternativa à igreja paroquial. Ainda se mantém como lar de idosas, perpetuando a intenção da sua instituidora.

Ao longo da levada que marca o limite leste da freguesia desde cedo se instalaram diversos moinhos, o que deu a este limite da freguesia um carácter operário. Da moagem de cereais evoluiu-se para outros aproveitamentos, nomeadamente na saboaria, na curtimenta de couros, tanoaria e, mais recentemente, na indústria do tabaco.

No que respeita à indústria dos tabacos, a primeira fábrica que existiu nos Açores localizava-se no lugar das Dadas, nas imediações do Castelo dos Moinhos. Foi iniciativa do empresário e escritor João Marcelino de Mesquita Pimentel,14 que ali constituiu uma empresa denominada Fábrica Nicotiana Angrense. A fábrica foi de pouca dura, sendo substituída por uma saboaria, a funcionar nas mesmas instalações, a qual foi demolida para alargar o largo fronteiro à Memória. Também na Miragaia existiu a fábrica de tabacos Angrense, que encerrou a 10 de Dezembro de 1903.15

Na Ladeira Branca funcionou desde 22 de Março de 1894 até cerca de 1930 a Saboaria União Fabril Terceirense, com fabrico de várias qualidades de sabão e sabonetes medicinais. Esta unidade industrial teve alguma importância, exportando sabão e sabonetes para as ilhas vizinhas. Pouco abaixo deste estabelecimento funcionou até meados do século XX um telhal e manufatura cerâmica, que utilizava barro extraído localmente, que misturava com barro importado da ilha de Santa Maria.

Na Ponta do Muro, onde atualmente existe uma padaria, funcionou a Preservação Terceirense, uma fábrica de pregos, fundição e serralharia, produzindo essencialmente para o mercado local.16

No Bairro de São João de Deus funcionou uma instalação de moagem mecânica, que agregou os moinhos existentes nas imediações. Esta moagem, de grandes dimensões para o meio angrense, funcionou até 11 de Novembro de 1965, dia em que foi destruída por um violento incêndio.9 O seu edifício, reconstruído, tem tido diversas utilizações nas áreas comercial e industrial.

O Castelo dos Moinhos foi abandonado após a construção do Castelo de São João Baptista do Monte Brasil, permanecendo em ruínas durante muitas décadas. Logo após a vitória liberal, selada com a assinatura da Convenção de Évora Monte, morreu D. Pedro IV de Portugal. Surgiu então na Terceira a ideia de construir um monumento em memória do imperador, processo que foi liderado por José Silvestre Ribeiro, ao tempo administrador-geral do Distrito de Angra do Heroísmo.17 Depois de muitas hesitações, foi escolhido o local do antigo castelo, sobranceiro à cidade e visível de toda ela, para ali instalar o monumento. De concepção inspirada na simbologia maçónica, constituído por um obelisco piramidal assente sobre um plinto elevado, os trabalhos de demolição das velhas estruturas que restavam do castelo foi iniciado a 20 de Maio de 1844 e a primeira pedra foi lançada a 3 de Março de 1845, aniversário do desembarque de D. Pedro de Bragança na ilha Terceira. Nessa cerimónia, que teve grande relevo pela adesão em massa das forças progressistas da ilha, foi usada a pedra do Cais da Alfândega que se dizia fora a primeira a ser pisada pelo imperador aquando do seu desembarque em Angra a 3 de Março de 1832. O monumento, instalado no redenominado Alto da Memória, ficou concluído em Junho de 1856, sendo o primeiro dos obeliscos erigidos em memória dos vencedores da Guerra Civil.

Santa Luzia também albergou as primeiras praças de touros de construção permanente que existiram na ilha Terceira. A primeira, construída em terrenos localizados a oeste da Rua da Pereira, denominou-se Praça de Touros do Espírito Santo e foi inaugurada em 3 de Maio de 1894. Foi contudo de pouca dura, pois, sendo construída em madeira, foi destruída por um incêndio na noite de 23 de Agosto de 1900.18 Foi substituída pouco depois pela Praça de Touros de São João, construída na Canada Nova, em alvenaria de pedra, e que se manteria em atividade até depois do sismo de 1 de Janeiro de 1980, apesar de ter sido severamente danificada por este. Foi demolida para dar lugar ao Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, edifício onde uma escultura de um toiro recorda a anterior ocupação daquele espaço.

A freguesia teve diversas escolas primárias, a funcionar em casas arrendadas, as quais foram fundidas com as escolas da Sé e de São Pedro para formar a Escola Infante D. Henrique, instalada em 1955 em edifício próprio, construído no Alto das Covas aproveitando para tal o terreno em que funcionara o extinto Convento da Graça. No Bairro de São João de Deus foi inaugurado a 1 de Janeiro de 1960 um edifício escolar de duas salas, do Plano dos Centenários, mas este foi extinto em 1994 com a construção de uma nova escola com capacidade para albergar os alunos provenientes do Bairro Social do Lameirinho, da vizinha freguesia da Conceição. No edifício funciona uma instituição de solidariedade social.

O solar dos Condes da Praia foi adquirido em 1915 pela Diocese de Angra com o objetivo de nele instalar o Seminário Episcopal de Angra, cujas instalações tinham sido confiscadas pelo Governo da República na sequência da separação entre o estado e a Igreja Católica que resultou da implantação da República Portuguesa. Apesar de ter albergado serviços da diocese e de ter servido de internato para seminaristas, acabou por ser demolido para com a pedra das suas paredes ser construído, em 1929, o atual edifício do Seminário, frente ao Palácio dos Capitães-Generais. O solar era um imóvel de grandes dimensões que tinha servido de residência à família Paim de Bruges, período durante o qual também esteve ligado à vida política angrense, em particular à preparação da revolta liberal de 22 de Junho de 1828. Nos terrenos onde existiu o solar foi construído o Observatório Meteorológico José Agostinho.

O Observatório Meteorológico José Agostinho, assim denominado em homenagem ao meteorologista e naturalista José Agostinho, também um dos mais ilustres residentes de Santa Luzia,19 é o herdeiro do antigo Posto Meteorológico de Angra, fundado em 1862 pelo médico José Augusto Nogueira Sampaio. Inicialmente o Posto Meteorológico funcionou ligado ao Liceu de Angra do Heroísmo, instalado numa torre de madeira construída na face oeste do claustro do Convento de São Francisco de Angra. A sua montagem foi auxiliada por Fradesso da Silveira, ao tempo diretor do Observatório Meteorológico de Lisboa, e Urbain Le Verrier, director do Observatório de Paris, que forneceu a maior parte dos instrumentos. Foi transferido em 1881 para uma das torres da Igreja do Colégio, sendo em 1901 integrado no Serviço Meteorológico dos Açores. Em 1941, por iniciativa de Duarte Pacheco, então Ministro da Obras Públicas, o Estado adquiriu o que restava dos terrenos do solar dos Condes da Praia e aí construiu as atuais instalações, as quais se encontram parcialmente arruinadas desde o sismo de 1 de Janeiro de 1980.

A configuração atual da freguesia resulta por um lado da separação do território do Posto Santo, em 1980, e por outro das profundas alterações que resultaram da reconstrução da cidade após o sismo de 1 de Janeiro de 1980. A necessidade de reinstalar parte substancial da população urbana levou à construção do Bairro de Santa Luzia, instalado nos terrenos que haviam pertencido ao Solar da Madre de Deus, ligando a Canada Nova ao Chafariz Velho, fechando assim a malha urbana naquela parte da cidade. A construção do bairro também resultou numa profunda alteração da composição social da população da freguesia, introduzindo uma forte componente mais jovem e mais qualificada, ligada ao sector terciário, com destaque para os funcionários da administração regional autónoma, então em instalação. A abertura da via circular à cidade, ligando a Ponta do Muro à Canada Nova, e a recente construção do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira nos terrenos do Farrouco, cortando em definitivo a antiga Canada do Breado, alterou profundamente a geografia da parte alta de santa Luzia, criando um novo limite à sua malha urbana.

Em consequência desta evolução, hoje Santa Luzia é um espaço urbano de elevada densidade, essencialmente residencial, funcionando como uma das principais manchas urbanizadas da cidade de Angra, na qual coexistem áreas antigas com vastos espaços urbanizados nas últimas duas décadas do século XX.

 

Património

 

 

Memória a D. Pedro IV

Império do Espírito Santo de Santa Luzia

Império do Espírito Santo de São João de Deus

Império do Espírito Santo da Ladeira Branca

Igreja de Santa Luzia (Angra do Heroísmo)

Solar da Madre de Deus

 

Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo